
O território brasileiro sofre a influência de cinco massas de ar. A formação delas ocorre em lugares diferentes. São duas continentais (Equatorial Continental e Tropical Continental) e três marítimas (Polar Atlântica, Tropical Atlântica e Equatorial Atlântica). O nome da massa indica o lugar em que ela se forma. Por aí, também é possível saber se elas serão quentes ou frias, úmidas ou secas. Por exemplo, uma massa de ar polar tem origem em um dos pólos e será, necessariamente, fria. Se ela se formou sobre o continente (massa continental), terá mais chances de ser seca do que uma que se formou sobre o oceano.
O que são as massas de ar?
Massas de ar são porções da atmosfera – a camada de ar que envolve a Terra – que têm as mesmas características de temperatura, umidade e pressão. Há três tipos principais de massas de ar:
Massa polar:
forma-se nos dois pólos e causa queda de temperatura
Massa tropical:
origina-se próxima aos dois trópicos (Câncer e Capricórnio) e pode se formar sobre o continente (em geral, é seca) ou sobre o oceano (carregada de umidade).
Massa equatorial:
forma-se na região da Linha do Equador e é muito quente e úmida
O vaivém das massas
As massas de ar avançam ou recuam devido à rotação da Terra, que provoca alterações na atração gravitacional e diferença de aquecimento, gerando ondas, que fazem com que as massas estejam em constante movimento. Durante o verão, o território brasileiro é dominado por massas de ar quente (tropicais e equatoriais). O resultado disso são temperaturas elevadas. Nesse período, também ocorrem muitas chuvas, por causa da umidade das massas oceânicas. Em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, é a época das enchentes. No inverno, boa parte dos Estados brasileiros é invadida por ondas de frio. É a ação da massa Polar Atlântica. Ela provoca geadas e até neve em regiões do Sul do país e pode chegar à Amazônia, causando queda de temperatura – é o fenômeno conhecido como friagem, quando os termômetros podem bater na casa dos 10 ºC de uma hora para outra.
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